domingo, 31 de agosto de 2014

DANÇA DO CANGURU


Para direita pulando, pulando, pulando eu vou!
Para esquerda pulando, pulando, pulando eu vou!
E para trás
(eu vou!)
E para frente
(eu vou!)
Eu vou pulando, pulando, pulando como um canguru
(Aline Barros)



É triste decepcionar tantas criancinhas, mas, ao contrário do que diz a letra da música “Dança do Canguru” da cantora Aline Barros, o pobre (ou será felizardo?) do canguru não pode saltar para trás. 

Esse, aparentemente, “problema” do canguru deve-se à sua conformação biológica. Por possuírem patas grandes demais, eles só conseguem impulsionar seu corpo para frente, o que significa que, quando precisam “andar para trás” eles tem que saltar para frente e dar a volta.


Qual a importância disso para nós? Bem... não somos cangurus, mas seria bom se aprendêssemos a impulsionar o corpo, a mente e a vida somente para frente. Seria melhor ainda se entendêssemos que até para “olhar para trás”, deveríamos saltar para frente.

Infelizmente, a vida não nos brinda com facilidades e o instinto do recuo é automático na maioria de nós. Sabemos que, uma vez aprendida uma lição, nós não a “desaprendemos”. No entanto, quantas vezes insistimos em repetir erros antigos mesmo já tendo aprendido a agir corretamente? Em determinadas situações, a lição está tão bem aprendida que nem temos mais o impulso de agir como agíamos no passado, porém por questões muitas vezes sociais, seja por exigências familiares ou simplesmente por preguiça de ter que explicar novos comportamentos, cedemos à tentação de “saltar para trás”.

“Olhar para trás” é algo importante e necessário para entendermos melhor em que ponto da vida estamos e como chegamos nele. Mas, assim como as patas do canguru que foram projetadas para impulsioná-lo adiante, nossa alma e mente também foram projetadas para nos impulsionar para frente. Mas no nosso caso, essa impulsão é consciente e pode ser analisada, raciocinada e calculada.

Fomos projetados para escolher o caminho que seguiremos. A estagnação pode ser confortável a princípio, mas em algum momento ela começará a nos incomodar, porque fomos feitos para o crescimento. E não há crescimento sem movimento.

Projete seu corpo e sua mente para adiante e verá que, aquilo que requer esforço no começo, fluirá normalmente com a prática.

Que tal criar sua própria “Dança do Canguru”?


E para trás (NÃO vou!)
É SÓ para frente ( que eu vou!)
Eu vou pulando, pulando, pulando como um canguru

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