domingo, 31 de agosto de 2014

DANÇA DO CANGURU


Para direita pulando, pulando, pulando eu vou!
Para esquerda pulando, pulando, pulando eu vou!
E para trás
(eu vou!)
E para frente
(eu vou!)
Eu vou pulando, pulando, pulando como um canguru
(Aline Barros)



É triste decepcionar tantas criancinhas, mas, ao contrário do que diz a letra da música “Dança do Canguru” da cantora Aline Barros, o pobre (ou será felizardo?) do canguru não pode saltar para trás. 

Esse, aparentemente, “problema” do canguru deve-se à sua conformação biológica. Por possuírem patas grandes demais, eles só conseguem impulsionar seu corpo para frente, o que significa que, quando precisam “andar para trás” eles tem que saltar para frente e dar a volta.

sábado, 30 de agosto de 2014

A MUDANÇA

Algumas pessoas tem medo da mudança. Procuram manter-se ao máximo dentro de situações que, aparentemente, geram uma sensação de segurança, pois "estar seguro" nada mais é do que garantir que tudo permanecerá como está. 

No entanto, os dias passam, as estações mudam, frentes frias e temperaturas quentes se alternam, flores nascem, folhas caem, o corpo engorda ou emagrece, rugas nascem, cinturas desaparecem, corpos mudam, cidades crescem.


Tentar se manter fixo, estável, seguro, num mundo que se modifica a todo instante, é tão ilusório quanto acreditar que seu corpo está parado enquanto você viaja em um trem em movimento.


Mudar não é necessariamente dar uma guinada de 180 graus na sua vida, fazer cirurgia de mudança de sexo, largar trabalho, família, estudos, "pirar na batatinha" ou escandalizar a sociedade. 


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

MOTIVAÇÃO - UM TOQUE DE LIRISMO


"Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
(...)
- Não quero saber do lirismo que não é libertação."
(Poética - Manuel Bandeira)

Todo mundo, com certeza, deve conhecer alguém que passa a vida inteira lembrando de alguma conquista ou de algo que fez há anos atrás. Desde aquela louça que lavou no Natal do ano passado e que o exime de lavar louças por mais dez anos, até aquela conquista profissional, aquele cliente importante com quem fechou contrato há meses ou o emprego que conseguiu há cinco anos depois de tanto esforço e dedicação.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A FORÇA DO HÁBITO


Apesar da nossa capacidade de raciocínio, análise e decisão, vivemos a maior parte do tempo atendendo à automatismos comportamentais. Somos como robôs. 

Aprendemos um comportamento e reagimos à diversas situações similares utilizando o mesmo comportamento aprendido como se todas as situações fossem as mesmas. E mesmo quando o resultado não é positivo, tendemos a repetir o comportamento, pois mudar requer um esforço que traz desconforto emocional.


Nosso sistema de defesa é tão potente, que diante de uma possibilidade de mudança, nosso "robô interno" aciona um grande letreiro luminoso em nossas mentes com os dizeres: "NÃO MUDE! O CORRETO É AGIR COMO SEMPRE AGIU!".



quarta-feira, 6 de agosto de 2014

AS CONTRADIÇÕES - UM POUCO MAIS SOBRE HERÁCLITO

Então, vamos aproveitar que a natureza nos deu a deixa e continuar falando sobre Heráclito, pois sua teoria não para simplesmente na análise de que tudo flui, ou que tudo muda. Segundo o filósofo, a mudança (ou o devir) é resultado da alternância entre contrários. As contradições, portanto, seriam naturais e lutar contra elas seria inútil.

De uma forma mais didática, Eugenio Mussak, em seu livro “Metacompetência”, dá uma explicação bem elucidativa sobre o assunto.

“Uma estrada tem uma subida e uma descida. E continua sendo uma estrada só, e não duas. Se alguém diz que o copo de água está meio vazio, enquanto outro afirma que o copo está meio cheio, estão falando sobre o mesmo copo, e não sobre dois. É o mesmo, mas há percepções opostas a seu respeito. Essas percepções não são contraditórias, mas complementares, pois o copo está, na verdade, meio cheio e meio vazio.”

terça-feira, 5 de agosto de 2014

TUDO FLUI


Hoje pela manhã, quando saí para caminhar, percebi que o sol brilhava de forma inconteste num céu límpido e azul. 

Embevecida pelo espetáculo brindado pela natureza, com o sol refletindo no mar, tirei a primeira foto como registro desse dia mágico.

Ao chegar ao fim do caminho de ida, dei meia volta para retornar e assustei-me com uma grande nuvem negra que vinha em minha direção. Uma nuvem com um formato diferente e que trazia com ela um vento assustador. Tudo isso com uma velocidade incrível!