sábado, 30 de agosto de 2014

A MUDANÇA

Algumas pessoas tem medo da mudança. Procuram manter-se ao máximo dentro de situações que, aparentemente, geram uma sensação de segurança, pois "estar seguro" nada mais é do que garantir que tudo permanecerá como está. 

No entanto, os dias passam, as estações mudam, frentes frias e temperaturas quentes se alternam, flores nascem, folhas caem, o corpo engorda ou emagrece, rugas nascem, cinturas desaparecem, corpos mudam, cidades crescem.


Tentar se manter fixo, estável, seguro, num mundo que se modifica a todo instante, é tão ilusório quanto acreditar que seu corpo está parado enquanto você viaja em um trem em movimento.


Mudar não é necessariamente dar uma guinada de 180 graus na sua vida, fazer cirurgia de mudança de sexo, largar trabalho, família, estudos, "pirar na batatinha" ou escandalizar a sociedade. 



Mudar é o simples ato de permitir que a vida cumpra sua função de professora e que você exerça a sua missão de aprendiz. 


É deixar que o dia a dia te proporcione momentos de encantamento com o novo e que práticas, hábitos e atitudes se renovem, a fim de que melhor possamos desfrutar da oportunidade de estarmos vivos. 


É entender que o diferente é tão normal quanto o igual e aceitar que o nosso pensamento não é a única forma de se pensar no mundo. 


É experimentar, tentar, errar, chorar, mas aceitar, crescer, aprender.


Em resumo, mudar é permitir que a "vida" entre em nossas vidas da forma mais eficiente e eficaz que existe: vivendo!

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