sexta-feira, 12 de setembro de 2014

APARÊNCIAS ENGANAM (E MUITO!)

Hoje estou participando de um evento internacional que está acontecendo aqui em Vitória. Nesse momento, estou em horário de almoço e, dentre todas as opções, escolhi comer o que vai me deixar "menos pior" (leia-se: sem entupimentos gástricos, dumping ou coisas do gênero).


No entanto, mesmo sendo a opção "mais rápida e fácil", ainda assim preciso comer com calma, respeitando o tempo do meu organismo. 


Até aí, tudo bem...


O problema é que o local está enchendo e eu estou mexendo no celular.
Provavelmente, quem me olha acredita (e julga e condena) que eu estou demorando a comer, pq estou na internet. Mas a verdade é o oposto disso. Ou seja, eu estou na internet porque eu demoro a comer.
Quantas vezes, na nossa pressa em resolver nossos problemas, saciar nossas vontades (ou simplesmente arrumar um lugar pra sentar e comer), nós nos damos o direito de julgar o comportamento alheio como se soubéssemos de todas as razões que motivam os nossos "alvos" a agirem como agem?
Temos um padrão de exigência elevadíssimo para o outro e geralmente bem condescendente com nós mesmos.
Isso ocorre em todos os setores da vida, seja pessoal, sentimental ou profissional.
Somos fiscais do comportamento alheio, mas esquecemos de fiscalizar nossos próprios comportamentos.
É bem provável, inclusive, que ao ler esse texto você tenha pensado "fulano precisava ler isso". Ou então: "Alessandra fala isso, mas outro dia ela fez aquilo e aquilo outro".
Se eu escrevo o texto, não é pq eu seja perfeita. Pelo contrário, aprendo a cada dia com meus próprios insights (e por isso tenho tantos, pq tenho muito a aprender).
E se não é o fulano que está lendo isto, então, ora, é pq é vc quem deveria lê-lo.
Voltar o olhar para si mesmo, sem julgamentos, simplesmente se perguntando: como devo melhorar isso em mim? Talvez esse seja o caminho pra felicidade.

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