domingo, 21 de setembro de 2014
ONDE ESTÃO SEUS OLHOS?
Onde estão seus olhos?
Em que direção dirige o seu olhar?
Onde você deseja chegar?
Reza a lenda que nosso cérebro funciona dividido em três partes: o sistema R (ou reptiliano), o sistema límbico e o córtex. Vou tentar explicar resumidamente como funciona cada uma dessas partes.
- O SISTEMA R (ou Reptiliano): acredita-se que essa parte do cérebro seja herança dos répteis (por isso o nome). Sua função seria a de controlar o mecanismo de sobrevivência e esse controle se daria através dos instintos. Basicamente, temos três instintos principais: comer, descansar e nos reproduzir. Comer é necessário para repor as energias e para aquisição dos elementos necessários à formação do nosso corpo. No entanto, para comer, o animal necessita sair à caça, isso demanda esforços e implica em riscos. Logo a idéia de “descansar” vem justamente da necessidade de se economizar energia, a fim de que a necessidade de repô-la não seja tão constante. E, por fim, está a necessidade da reprodução como forma de perpetuação da espécie. Assim são os animais... assim somos também nós, seres humanos.
- O SISTEMA LÍMBICO: surgido milhões de anos após o sistema reptiliano, trouxe uma inovação (e por que não dizer uma revolução) para o mundo em que vivíamos: os sentimentos e as emoções. Está neste sistema o mecanismo que nos faz buscar o prazer e fugir do sofrimento.
- O CÓRTEX CEREBRAL: essa é a parte mais moderna do nosso cérebro, a famosa massa cinzenta, aquela parte enrugada e mais superficial que todos nós conhecemos. Esta é a parte responsável pela razão, pela lógica, pelo raciocínio. Podemos dizer que é nele que se processam os pensamentos, pois é nele que se fazem as conexões entre o abstrato e o concreto.
Mas, você deve estar se perguntando por que eu fiz essa explanação sobre o funcionamento do cérebro, não é? Pois bem. É impossível falarmos sobre motivação, sonhos, planos, escolhas e decisões se não compreendermos como nosso cérebro funciona.
Muitas vezes, o que nos impede de seguir adiante em nossos planos é justamente o fato de estarmos ainda presos aos mecanismos de defesa do sistema reptiliano ou do sistema límbico. Quantas vezes desistimos de algo que queremos porque isso demandará um esforço muito grande de nós? Será que, nesse momento, não é seu sistema R que está gritando para você: “Pare imediatamente! Precisamos descansar primeiro! Não podemos gastar tanta energia para isso!”. É óbvio que nós não precisamos mais caçar, mas precisamos trabalhar para prover nossa subsistência e não é melhor estar bem descansado para enfrentar o trabalho? No máximo levantamos para comer... e quem sabe para “nos reproduzirmos”... mas logo depois de satisfeitas essas necessidades, voltamos ao estado de descanso.
Ou então, será que esse esforço que evitamos não seria nosso sistema límbico tentando nos defender contra um possível sofrimento? Acordar num domingo de manhã para ir à praia com os amigos gera prazer e, por isso, está super de acordo com nossas necessidades, não é mesmo? Mas acordar cedo num domingo para estudar ou trabalhar, quem merece tanto sofrimento?
Apesar de ser uma modernidade em nossa estrutura cerebral (estamos falando aqui de meros 35 mil anos, mais ou menos), o córtex cerebral é justamente “o cara” mais importante no momento em que devemos tomar decisões e é por esse motivo que para responder à pergunta do título deste texto: “onde estão seus olhos?” é necessário que primeiro entendamos quais são nossas necessidades e qual a parte do cérebro que predomina nas minhas decisões.
Saber para onde devemos olhar, o que devemos almejar, aonde queremos chegar, implica em conhecer a nós mesmos com profundidade. Não podemos ter medo de nos encarar no espelho da alma e nos fazer a tão temida pergunta: “o que eu sou realmente capaz de fazer para alcançar meus objetivos?”
Descubra quem você é.... defina o que você quer ser... faça a sua escolha conscientemente!
O seu cérebro é um instrumento perfeito e traz em si todos os recursos que você necessita para vencer. Saber utilizá-lo é tarefa sua e de mais ninguém!
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