As horas se arrastam enquanto você espera.
Por mais que se corra, que se arrumem coisas e mais coisas pra fazer, em algum momento você precisará parar. Nesse momento, a sensação, apesar do cansaço, é de que nada mudou, nada aconteceu. E aí, como que por instinto, você sai em busca de mais atividades pra preencher um vazio que parece um buraco sem fundo.
Parar é inadmissível, pois sua mente, seu corpo e sua alma já acionaram o botão do pânico. E qual a reação padrão nesses casos? A fuga!
Sim! O excesso de estudo, de trabalho, de atividades em geral, pode ser uma reação de fuga à alguma situação que incomoda e a qual o sujeito não deseja enfrentar.
É obvio que devemos distinguir determinação e dedicação do que seria a fuga e a autodefesa. Mas aí o limite é tênue e depende de que cada um seja honesto o suficiente consigo mesmo pra dizer onde termina a determinação e começa a fuga da realidade.
E talvez seja por isso que a pausa, a espera, venha geralmente acompanhada da sensação estranha de que o tempo não está passando. Desse incômodo sentimento de que as horas se arrastam. Tudo isso é fruto da dificuldade que temos para relaxar e aproveitar o momento. Principalmente se dentro de nós existe a inquietação de quem não consegue ficar parado.
Vale lembrar que movimento nem sempre traduz produtividade.
A pergunta que fica então é: do que você foge? O que te incomoda? O que dentro ou fora de você está te fazendo fugir assim?
#refletirnãodói #pareprapensar

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